Situação dos estrangeiros
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As áreas onde os estrangeiros são mais presentes em Pequim, Xangai ou Guangzhou, são aquelas onde a China ainda não consegue formar pessoal suficiente para a enorme demanda. Ou em áreas onde o país patinou nas últimas décadas. Arquitetura, hotelaria, gastronomia, tecnologia, RH, publicidade, design, moda e muito da indústria dos serviços importam muita gente.

Há nichos, claro. Quando brasileiros começaram a produzir calçados na China, eles importaram centenas de designers e técnicos de controle de qualidade para fazer sapatos muito melhores que os chineses produziam. Empresas chinesas começaram a fazer o mesmo, afinal muitos brasileiros ficaram desempregados quando a indústria calçadista do Sul do Brasil desmoronou (graças à concorrência da China, aliás). Eles não precisavam falar mandarim ou cantonês para serem completamente desejados pela indústria chinesa. Há mais de mil brasileiros em Dongguan na indústria de calçados.

Até o governo chinês entrou na onda de importar talentos. A Comissão de Administração e Supervisão de Empresas Estatais começou a recrutar CEOs e gerentes através de headhunters em 2003. 91 foram contratados dessa forma. A Comissão anunciou em julho que abrirá escritórios no exterior para facilitar a descoberta de talentos pelas grandes empresas chinesas. Diversas universidades públicas do país têm reitores e diretores estrangeiros.