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O estabelecimento da Zona de Livre Comércio na ilha de Hengqin, uma zona adjacente a Macau e pertencente ao município de Zhuhai, terá certamente contribuições especulares para o desenvolvimento da província de Guangdong, na Região Administrativa Especial de Macau, assim como no reforço das relações entre o continente chinês e Macau. Na prática, o programa já foi concebido há muitos anos atrás, por vários líderes do país, que realizaram frequentes visitas à ilha.

Durante a vistoria realizada a 10 de setembro de 2005, o então primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, qualificou o local como uma “terra de tesouro”, e pediu uma exploração cautelosa, científica e racional com base nas orientações bem planeadas. Em 2010, durante a 3ª reunião ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o premiê Wen Jiabao visitou novamente o local, ressaltando a proteção do meio-ambiente e a redução da emissão de poluentes no processo de exploração, tornando-se uma referência de cooperação do novo modelo entre Guangdong, Hong Kong e Macau, um pioneiro de aprofundamento das reformas e abertura, e de inovação tecnológica, assim como uma nova plataforma de estímulo à escalada industrial a oeste da foz do Rio das Pérolas.

Em 2009, o então presidente chinês, Hu Jintao, ao presenciar o lançamento de pedra do novo campus da Universidade de Macau na ilha Hengqin, reiterou que a exploração da ilha é uma importante decisão do governo central. Ele disse esperar que os governos da província de Guangdong e do município de Zhuhai reforcem as orientações do planeamento geral, em relação ao desenvolvimento do local, e acelerem a implementação das missões definidas, para tornar a ilha numa referência da cooperação entre Guangdong, Hong Kong e Macau, um pioneiro das reformas e abertura, e uma plataforma de estímulo à escalada industrial sob o quadro de “um País, dois Sistemas”. Ainda no mesmo ano, as políticas foram repetidas pelo então vice-primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.

Na visita à ilha de Hengqin, em 2012, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que o local está dotado de políticas ainda mais especiais do que as adoptadas em zonas especiais do país. O líder chinês pediu um “espírito da zona especial” na exploração da ilha, que se traduz como sendo o pioneiro em prática, assim como na coragem de exploração e de aventura, com o objetivo de inovar os sistemas e os mecanismos, e criar modelos mais valiosos.