A História de Hengqin
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Segundo os descobrimentos arqueológicos das ruínas da baía Chishaxiajiao, confirma-se que em Hengqin viviam povos indígenas há mais de 4000 anos, na era final do Neolítico. Além disso, existe o Templo do Imperador Wu na aldeia de Shishan, estabelecido na dinastia Qing, que tem uma história de mais de 180 anos. Tudo isto faz esta ilha desértica mais lendária.

Sendo a maior ilha entre as 146 ilhas de Zhuhai, Hengqin tem montanhas belas, água limpa e fresca e florestas naturais. Há um ditado chinês que diz “A montanha não é destacada , mas a água sim, as florestas não são destacadas mas as pedras sim, o terreno não é destacado, mas a ilha sim.” A caraterística que se destaca especialmente mais é “Pássaros na primavera, cachoeira no verão, o sol no outono e ostras no inverno”.

Também se pode testemunhar caraterísticas exóticas desta ilha simples que se encontra no cruzamento entre a China continental e Macau. Na ilha pode-se ver a arquitetura nostálgica com caraterísticas europeias de Macau, tais como o Templo Chinês da Barra, Igreja de Nossa Senhora da Guia, Hotel de Lisboa, Torre de Macau e as três pontes que ligam Macau a Taipa. Tudo isto constitui o «Passeio por Macau na Continente da China». Quando Wen Jiabao, o ex-primeiro-ministro do Conselho de Estado, visitou Hengqin, deu um passeio ao longo da Ponte de Lianhua, o campo de batalha antigo de Shizimen, o Porto Hengqin, o viveiro de ostras da baía Fuxiang e a Ponte de Hengqin. “Hengqin é um local maravilhoso”, elogiou o ex-primeiro-ministro.

A Cachoeira da Saudade e a história de resistência aos invasores

Nos anos 40 do Séc. XIX, após a ocupação das três ilhas de Macau, os portugueses pretendiam procurar uma nova fonte de água na ilha de Hengqin; lá descobriram a Cachoeira da Saudade e mandaram tropas para a conquistar. O povo de Hengqin resistiu contra os portugueses e expulsou-os de Hengqin. Hoje as palavras dos portugueses ainda se encontram nas paredes da Cachoeira da Saudade, com as quais testemunhamos a história.

O antigo campo de batalha e a Dinastia Nansong

Em 1278, durante a perseguição do exército mongólico, Zhao Yu, o imperador da Dinastia Nansong, fugiu com os seus ministros Lu Xiufu e Zhang Shijiem, bem como com os soldados e o povo, para o sul da China até à ilha de Henqing. Logo depois de lá chegarem, seguiram o exército mongólico. Sem alternativa, os soldados e o povo lutaram desesperadamente contra os mongólicos no mar de Shizimen, gritando e lutando. O mar azul pintou-se de sangue vermelho, vendo isto os soldados mongólicos assustaram-se. Esta batalha naval foi um raro acontecimento durante a História chinesa, ao mesmo tempo, também é uma rara vitória da corte de Nansong, sendo um acontecimento trágico na História.

Esta é a história do campo de batalha antigo; ainda hoje, o campo atrai um grande número de pessoas a prestar homenagem ao imperador de Nansong e os seus soldados.